A voz por trás de “Chão de Giz” e “Avôhai” é memorável, mas quem é Zé Ramalho?
Por Flávia Pereira Chagas Veloso
02 de Abril de 2026 às 10:30
Nascido em 3 de outubro de 1949, em Brejo do Cruz, na Paraíba, Zé Ramalho é uma das maiores vozes da música brasileira.
Quando mais novo, seus pais se separaram um tempo após o nascimento de sua única irmã e, ainda na infância, seu pai faleceu. Após esse incidente, os avós paternos criaram Zé, enquanto sua irmã ficou com a mãe.
Após morarem por um tempo em Campina Grande, sua família se mudou para João Pessoa, onde passou sua adolescência e parte de sua vida adulta. Nesse período, Zé Ramalho passou em Medicina na Universidade Federal da Paraíba, mas a música se mantinha forte em seu coração, e ele trancou o curso após dois anos.
Em 1974, ele passou a misturar o rock e o forró, ritmos que influenciaram toda a sua carreira, e participou da trilha sonora do filme “Nordeste: Cordel, Repente e Canção”.
Já em 1979, mudou-se para o Rio de Janeiro em busca de oportunidades para ampliar sua carreira, mas não foi uma mudança fácil, e acabou passando por dificuldades com comida e moradia. No entanto, em 1977 veio a virada de chave, quando gravou seu primeiro disco com o próprio nome, com músicas como “Avôhai”, “Vila do Sossego” e “Chão de Giz”. Seu hit “Avôhai” foi uma forma de retratar o afeto por seu avô, e a palavra tem o significado de “avô” e “pai”.
Seu segundo álbum foi lançado em 1979, “A Peleja do Diabo com o Dono do Céu”, e contou com sucessos como “Beira-Mar”, “Jardim das Acácias” e “Frevo Mulher”, entre outros. O álbum traz um toque político.
Ao longo dos anos, vários álbuns foram lançados, mas, com 20 anos de carreira, o álbum “Cidades e Lendas” foi lançado em comemoração a essas duas décadas. A cada ano que se passava, o público acolhia cada vez mais suas músicas, consolidando-o ainda mais.
Suas músicas são lembradas até hoje e, mesmo há algum tempo sem lançar novos álbuns, continuam em alta.
Em toda a sua carreira, ele lançou mais de 40 álbuns, ao lado de grandes nomes e amigos da música. Sua voz e composições são únicas, e sua criatividade ao unir a literatura de cordel com o rock mostra o porquê de ainda ser lembrado.
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